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Monday, March 27, 2017

Bad Religion - "The Answer"

Long ago in a dusty village full of hunger, pain and strife, a man came forth with a vision of truth and the way to a better life. He was convinced he had the answer and he compelled people to follow along, but the hunger never vanished and the man was banished and the village dried up and died.

At a time when wise men peered through glass tubes toward the sky, the heavens changed in predictable ways and one man was able to find that he had thought he found the answer and he was quick to write his revelation, but as they were scutinized in his colleagues eyes he soon became a mockery

Don't tell me about the answer 'cause then another one will come along soon. I don't believe you have the answer, I've got ideas too. But if you've got enough naivete and you've got conviction then the answer is perfect for you

An urban sprawl sits choking on its discharge overwhelmed by industry. Searching for a modern day savior from another place inclined toward charity. Everyone's begging for an answer without regard to validity the searching never ends it goes on and on for eternity

Thursday, December 20, 2012

Wintersun - Time I


Em 2004 quem se movimenta na área do metal e do rock mais puxadote tinha muitos motivos para andar satisfeito. É o ano de Human Equation (Ayreon), de Leviathan (Mastodon), de Reise Reise (Rammstein), de Subliminal Verses (Slipknot) ou de Once (Nightwish) e Silent Force (Within Temptation). No entanto é também o ano em que Jari Maënpää deixou a sua marca. Não me refiro obviamente à sua participação no Iron, dos Ensiferum, mas sim do álbum Wintersun.

Os Ensiferum são apontados por alguns como uma das grandes bandas da cena Folk e Iron é apresentado como um dos seus álbuns seminais, no entanto, por motivos de conflito entre a divulgação do já referido Iron e o tempo que estúdio para gravar o seu projecto a solo, a banda perdeu nesse ano a participação do finlandês Jari Maënpää. Em boa hora o terá feito pois o álbum Wintersun é claramente superior a toda a obra da banda que o viu partir. Será mesmo, com Human Equation e Leviathan um dos três álbuns do ano.

Com tal aceitação a espera por um sucessor começou. Oito anos passaram até que os Wintersun, conseguissem lançar o sucessor do seu primeiro álbum. Oito anos muito dados a piadas e a boatos, mas que chegam ao fim com o lançamento da primeira parte de Time. Sim, tanto tempo à espera e o nome do álbum é Time! A questão que se coloca é se valeu a pena a espera.

Pela parte que me toca, esta primeira parte sabe francamente a pouco. Seria complicado apresentar a mesma frescura, o mesmo som a novo, do primeiro álbum, mas apenas três faixas de música em cinco (Sons of Winter and Stars, Land of Snow and Sorrow e Time) sabe a pouco. Claro que as três faixas roçam individualmente o épico. A primeira em particular, dividida em quatro andamentos, é como que um apanhado das capacidades técnicas da [agora] banda, apresentando várias camadas.

O produto final é portanto fiel ao princípio do primeiro álbum, apesar de lhe faltar substrato.  Provavelmente todo o projecto teria ganho com o ser lançado como álbum duplo e não em duas partes distintas, o que leva a pensar quanto tempo teremos de esperar de pela segunda parte. Musicalmente não desilude e face à impossibilidade de ser a novidade do primeiro álbum, consegue ainda assim manter o nível bastante elevado. Dificilmente será um candidato a álbum do ano, mas será para ouvir várias vezes.

Friday, November 16, 2012

A idade dourada da música portuguesa, parte 2.

Se calhar ainda é cedo mas alguns leitores fizeram-me chegar mais uma curta lista de coisas e acho que era injusto deixá-los à espera que a lista engrossasse.

A Naifa


Oquestrada


Os Golpes


Amor Electro


Teratron

É continuar a enviar nomes.

Wednesday, November 14, 2012

A idade dourada da música portuguesa

Em conversa com uma colega hoje acabei por encontrar eco para um pensamento que me assolava. Esse pensamento é que vivemos neste momento na, se lhe pudermos chamar isso, era dourada da música portuguesa. O que sucede, talvez pelo mundo global em que vivemos, é que o número de projectos que se multiplicaram nos últimos dez anos (ou assim) de música de qualidade em português se têm multiplicado e encontrado ecos editoriais. Abaixo segue uma lista dos que fazem o meu topo de preferências e que ajudam a reduzir saudades. Abençoados sejam por me manterem longe dos Dinos Meiras e afins desta vida!

Dazkarieh
Diabo na Cruz
Anaquim

Pontos Negros

Dead Combo

PAUS

B Fachada

 Mais alguma coisa digna da lista?

Friday, August 10, 2012

Optimus Alive 2012

Este ano a visita a Algés foi mais extensa do que em 2011. O cartaz era feito de poucos conhecidos e a proposta era essencialmente de descoberta. Essa abordagem pode ser ingrata para os conhecidos, uma vez que geram expectativas, e feliz para as descobertas, pela falta das mesmas.

Qualquer comentário ao que foi o festival terá de passar obrigatoriamente por comentar o que foi a presença dos Radiohead. Estou longe de ser um ferrenho conhecedor da banda, de modo que as minhas expectativas para o que poderia ser um concerto deles foram muito influenciadas pela expectativa que criaram à minha volta. E que expectativas eram essas? Para começar gente que por instantes esqueceu que tinha contas para pagar e foram a correr ajudar a esgotar o terceiro dia do festival. Outros, exilados em paragens mais frescas e sem férias para gastar, a lamentarem profundamente a sua incapacidade de fazerem oito horas de vôo (quatro para cada lado) para assistirem à banda. Uma olhadela atenta ao horário dos palcos permitia concluir que durante a actuação de Radiohead, mais nenhum palco estaria a funcionar. A noite prometia portanto ser épica. Prometia mas falhou a toda a linha! Provavelmente tem de se ser um indefectível adepto da banda para se conseguir apreciar todo o eventual esplendor colocado em palco. Radiohead foi, não há outra palavra, uma merda. Foi algo de tão mau, tão mau que ainda antes do final abandonei o local onde me encontrava para ir comer qualquer coisa bem longe deles. Posso assegurar que não fui o único a fazê-lo e nem sequer o primeiro, mas percebe-se perfeitamente a atitude das pessoas porque era decididamente muito cedo para se começar a fazer o chill out. Radiohead vieram como cabeças de cartaz quando, para fazerem o bonito número a que se prestaram, deviam ter sido atirados para as três da manhã como banda de chill out. Confesso que se estivesse num bar pequenino, sentado e a conversar com amigos, o concerto teria andado a roçar o muito bom. Num ambiente de festa e todo ele a transbordar energia, Radiohead foram os assassinos do ambiente, aquilo que em inglês se designa mood killers. Nessa fina arte de dar banho aos cães eles foram geniais até porque conseguiram juntar um alinhamento para koalas mordidos pela tsé-tsé a uma total inabilidade (falta de vontade?) para comunicar com o público. Quem tivesse assistido às nem-sequer-tentativas de interagir pensaria que os Radiohead seriam a banda chamada à última da hora para substituir um cabeça de cartaz. Ao lado das palavras isoladas de Thom Yorke (se entre músicas usou mais do que, assim por cima, três eu não ouvi), os sussuros impercetíveis de Robert Smith no dia antes soavam a poesia. Até a choraminguice de B Fachada conseguia ser enternecedora. A título de curiosidade, os SBTRKT conseguiram utilizar na sua apresentação ao público mais palavras numa frase, que os Radiohead no concerto todo. Salvou-se o bom trabalho vídeo, mas mais uma vez, isso podia eu ter num bar...

O que dificilmente teria num bar era a performance absolutamente irrepreensível dos portugueses PAUS. Só eles fizeram valer a pena ter estado neste dia no Alive. Sonoridade fresca, abordagem impecável e interacção com o público sem mácula. Muitos podem-me chamar louco, mas acho que os veteranos cabeças de cartaz não perdiam nada em descer do seu pedestal e aprender com estes novatos a tomar o pulso à plateia. B Fachada trouxe lá mais para a tarde o seu karaoke cheio de ritmos calmos e introspectivos. Comunicou muito com o público, mas o papel de coitadinho a entre cada duas músicas não combinava com aquele final de tarde à beira rio. De Márcia, que havia actuado momentos antes só ouvi parte de uma música. Não gostei do que ouvi e portanto fui para outras paragens, mesmo a tempo de ouvir o final de Warpaint e de lamentar não ter ouvido todo o concerto. Os instantes de Maccabees que ouvi também foram interessantes, mas havia alguma expectativa de ir arranjar um lugar para a grande banhada...

No capítulo do "esperava um bocadinho mais" terá de se recuar um dia e falar dos Florence and The Machine. Esperava-se mais, porque acima de tudo se esperava que aparecessem! O ritmo a que alguns artistas recentes ficam com súbitos problemas vocais faz pensar que o regime saudável de outros tempos é bem mais saudável. Perguntem aos Rolling Stones que eles explicam... Para tapar a cratera lá se chamaram os Morcheeba. Muitos dos ouvido mais jovens ficaram frustrados, mas têm de ser perdoados. Afinal daqui por quinze anos será a Florência deles que será chamada para tapar buracos! Sim rapaziada, houve uns tempos em que os Morcheeba eram para nós o que Florence and the Machine é para vocês! O alinhamento foi agradável, mas não aqueceu muito a assistência, até porque soprava uma brisa do rio que destoava do dia quente.

Se as orelhas de há quinze anos começaram a aquecer com Morcheeba, as de há 25 escaldaram com o que se seguiu. The Cure podiam muito bem ter tocado toda a sua discografia que no final não chegaria. A multidão de indefectíveis custou a arrancar, mas os toadas mais mornas tiveram o condão de refrescar os sectores menos condensados da assistência, fustigados que eram por faixas introspectivas e uma aragem fresca. 

Nada fresca, mas sim muito escaldante, foi actuação dos Blasted Mechanism. Com álbum novo na mala e prestes a celebrar mais um aniversário sem esse monstro do palco que era o seu primeiro vocalista, a banda apresentou um registo onde os temas novos se integram muito bem nos velhos, apresentou arranjos diferentes, mais em linha com a sonoridade presente, cativou todo o palco secundário e mostrou que serem atirados para as três da manhã foi uma tremenda injustiça para uma banda da casa. Não que isso importasse! A interacção com o público foi total e se antes havia uma figura de destaque, neste momento há um colectivo de destaque, sempre a puxar para cima a energia do público!

Antes nesse dia, os Awolnation mostraram que a sua música não se fica pelo muito tocado Sail. Há ali muita energia e músicas para abraçar o parceiro do lado. O vocalista vestiu impecavelmente a pele de mestre de cerimónias e saí do concerto bastante satisfeito.

Outras aragens, mas estas mornas a dar para o escaldante, minaram o concerto de Stone Roses na primeira noite do festival. Não é que o alinhamento fosse fraco, não é que faltasse entusiasmo na banda ou nos presentes, simplesmente foi injusto pô-los a tocar ao mesmo tempo que a malta se acotovelava (no bom sentido) na outra ponta do recinto para ouvir (muitos não conseguiriam ver) os Buraka Som Sistema. Passar junto ao palco secundário e não começar a "dançar" (usemos o termo num sentido lato, no qual se incluem coisas como "abanar-se") era impossível. Acredito mesmo que as próprias árvores e pedras da calçada estavam a dançar, tal o contágio que emanava do palco.

Este dia acabou por ser mesmo para mim o mais interessante. Apesar de apenas ter assistido a partes dos concertos, Miúda e Dum Dum Girls brilharam muito, mas a minha razão de estar no recinto no primeiro dia foram os suecos Refused e não desiludiram. Punk agressivo q.b., uma mensagem aqui e ali e a mesma música de sempre, a encorajar um dos melhores moshes onde tive o prazer de estar nos últimos anos.

Um comentário à organização. Já o ano passado, em que só fui um dia, havia ficado um profundo sentimento de injustiça quanto à arrumação dos palcos. Desta vez o sentimento cresceu na directa proporção do número de dias em que lá fui, mas não só. Mais do que a sobreposição de concertos interessantes, por mais do que uma vez se revelou que havia bandas escaladas para o palco errado. 

Na categoria sobreposição houve melhorias, mas não se evitou o momento quase confrangedor ver que Stone Roses tinha uma mancha a assistir quase tão grande como... PAUS! Em grande parte porque muito público se deslocou do palco principal para o palco secundário, para os lados do palco secundário, para trás das barracas de comida que tapavam a vista para o palco secundário, enfim... Para onde lhes fosse possível serem contaminados pelos ritmos de Buraka.

No capítulo "banda certa no local errado" entram direitinhos, lá está, os Buraka. Com gente que ia até bem longe do palco, a banda da Buraca justificou um lugar num local mais amplo. Se a quantidade de gente por si só não chegasse, o facto de puxar mais gente com o passar do concerto, ao contrário de outros cabeças de cartaz, fá-lo-ia. Ainda no primeiro dia, os LMFAO levaram muitos pais a levarem a sua prole pela mão para assistir ao concerto. Agora, eu gosto muito dos Refused e adorei o concerto deles, mas claramente a sonoridade dos suecos presta-se muito mais ao recato de um palco secundário do que a actuação de uma das bandas quentes do momento. Ficou, no final do terceiro dia, também o sentimento que houve má gestão dos cabeças de cartaz. Quando olho para o que foi o festival, se Stone Roses tocasse no terceiro dia e Radiohead no primeiro, todo o sentimento poderia ter sido diferente. Se, se, se...

No capítulo transportes, lamento profundamente que a malta da Margem Sul continue a ser maltratada. Como se não bastassem os cortes do Governo nos barcos, a organização manifestou a incapacidade (eu gosto de pensar que não conseguiram, mas...) de arranjar barcos especiais combinados com os últimos comboios/autocarros, mas tirando esse particular parece-me que houve um investimento em facilitar as acessibilidade ao festival.

Concluindo, um festival sempre agradável que começa a granjear adeptos em paragens mais distantes, mas que me deixou com muitos "ses" e isso não me deixa elevá-lo aos píncaros...



PRÉMIO "Quero o meu dinheiro de volta!"
-Radiohead
-Márcia

PRÉMIO "Eu até estava cansado e a precisar de descanso."
-The Cure
-Morcheeba
-B Fachada

PRÉMIO "Não conhecia estes tipos, mas o bilhete começa a parecer bem comprado."
-Awolnation
-Miúda
-Dum Dum Girls
-Warpaint

PRÉMIO "Agora sinto-me Alive!"
-Blasted Mechanism
-Buraka Som Sistema
-Refused
-PAUS (chamemos-lhe Banda Revelação)

Friday, December 16, 2011

On The Road - Concertos de 2011

 Neste espaço dedico-me muito aos livros que leio, um pouco aos filmes que vejo e quase nada à música de oiço. Com o aproximar do fim do ano, quando todos começam a fazer listas de melhores do ano e afins, comecei a pensar quais os melhores concertos em que estive.

 É difícil dizer que um concerto me tenha marcado pela negativa. Sou um adepto da música consumida ao vivo e  apenas lamento que as bandas de que gosto não actuem mais pelas minhas paragens. 2011 no entanto foi um bom ano! Claro que tive de me fazer ao ar e à estrada e esse é o ponto positivo de 2011. O facto de ter podido fazer o que não está ao alcance de muitos: viajar e ir a concertos.

 Arnhem, Amsterdão, Lisboa, Amsterdão, Zoetermeer, Almada, Copenhaga e novamente Amsterdão foram as paragens de um circuito que contou com rock, metal, jazz e blues. Nos próximos tempos vou tentar fazer um apanhado do que cada concerto foi individualmente, tentar trazer ao de cima o que me ficou de cada concerto. Até lá deixo abaixo alguns excertos retirados da net.















Monday, November 28, 2011

2011 - Iced Earth - Dystopia


 Os Iced Earth nem figuram na minha lista de bandas preferidas. Falta-lhes um certo virtuosismo que compensam com atitude. Claro que um adepto de música punk a falar de virtuosismo corre o risco de passar por cínico. A diferença é que em Iced Earth falta uma certa velocidade característica da música punk.

 Este novo álbum, com novo vocalista (desde 2002 que andam em busca de cordas vocais à altura) traz-nos um pouco mais do mesmo estilo de acordes secos e pesados alternados com baladas, tudo servido em velocidade degustativa. A voz do novo vocalista alterna momentos em que nos lembra porque gostamos de ouvir Iced Earth (Days of Rage poderia  perfeitamente pertencer à Dark Saga), com outros em que claramente estamos a ouvir outra coisa qualquer (End of Innocence). Já Boiling Point entra para a galeria dos momentos altos do disco, soando vagamente a Demons and Wizards. V passa por uma aceitável música de Iron Maiden (com um ataque de laringite).

 Talvez este Dystopia precise um pouco mais de tempo para amadurecer, ou talvez se safe melhor ao vivo, no final as faixas que mais se destacam acabam por ser as de bónus. Os habitués gostarão, mas não será álbum para conquistar novos adeptos.

Wednesday, October 26, 2011

5OHKUBO - Almadacore

 Os 5OhKubo, banda fundadora do Almadacore, música veloz e positiva, venceram o 7 º Concurso de Música Moderna da Câmara Municipal de Almada. Ficam abaixo o clip homónimo e o clip disponibilizado pela CMA, porque o link para o MySpace está ali ao lado desde que a página abriu.


Sunday, September 11, 2011

Punk Rock PhD.

 Descobri tarde Bad Religion. A minha primeira experiência até nem foi muito agradável. No entanto na minha fase adulta tenho voltado várias vezes ao seu material e admirado a escrita. O que mais me surpreendeu na banda foi o descobrir que o seu vocalista não só tem um doutoramento, como ainda é professor universitário. 

 Recentemente adquiri mesmo um livro seu, do qual pretendo falar, e descobri o trecho que transcrevo abaixo. O original pode ser encontrado no site da Scientific American.

 Segue então o artigo.

Was Darwin a Punk? A Q&A with Punker-Paleontologist Greg Graffin
The evolutionary biologist and lead singer for the punk rock band Bad Religion explains why there are no good songs about science and how evolution can be a guide to life
 | September 28, 2010 | 7
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greg-graffinPUNK PALEONTOLOGIST: The lead singer of punk rock band Bad Religion, Greg Graffin, doubles as a lecturer in evolutionary biology at U.C.L.A.Image: © MICHAEL KAPPELER/Getty ImagesEditor's Note: This is an expanded version of the Q&A that will appear in the November 2010 issue of Scientific American.
Name: Greg Graffin
Title: Lead singer for the punk rock band Bad Religion; Lecturer in life sciences and paleontology at U.C.L.A.
Location: Ithaca, N.Y., and Los Angeles
How are evolution and punk rock related?The idea with both is that you challenge authority, you challenge the dogma. It's a process of collective discovery. It's debate, it's experimentation, and it's verification of claims that might be false.
In your new book Anarchy Evolution: Faith, Science and Bad Religion in a World without God you talk about the "anarchic exuberance of life." What do you mean by that?The trick is: how do you talk about natural selection without implying the rigidity of law? We use it as almost an active participant, almost like a god. In fact, you could substitute the word "god" for "natural selection" in a lot of evolutionary writings and you'd think you were listening to a theologian. It's a routine we know doesn't exist but we teach it anyway: Genetic mutation and some active force chooses the most favorable one. That simply isn't a complete explanation of what's going on. We need to stop thinking about lawlike behaviors and embrace the surprises.
Was Darwin a punk?He was very straight-laced because of English Victorian culture, but he sure did like to hobnob with the radicals. There are punk fans who kind of stand in the back and never in their lives go slam dancing but love the music and what it represents. Darwin may have been that kind of contemplative and pensive anti-authoritarian.
Are there any good songs about science?No, I don't know of a single one. Most songwriters who have been lucky enough to have their song on the radio or be heard widely don't know anything about science. The best songs have a strong dose of metaphor. Most songs about science don't have that. Like "She Blinded Me With Science". It's a stupid song, no offense to Thomas Dolby.
How can evolution be a guide to life?When you win the lottery no one's asking you to justify it. If you have a tragedy, everyone wants to know why. Everybody wants you to justify it. The way you do that, the story or narrative you tell, is your worldview. The fossil record gives me a great deal of comfort in difficult times. It helps me recognize that this current drama going on on the planet is one of a series of episodes. Ultimately, life goes on even after a catastrophe. That gives me comfort. Don't ask me why.
Why write this book now?Evolution plays an important role in who I am as a person. I recognize that there's an audience for me, and I have this desire to write about science and try to make it appeal to a large audience. A book was a natural thing for me to attempt, though I wasn't sure how it was going to be achieved. I've written almost 200 songs with Bad Religion. No matter where you look in our history, the focus has been trying to instill some of these disturbing realities about the world, some of the implications of evolution into an artistic format that can be interpreted by people who may never study evolution.
That's a goal of mine: to get people who may have the motivation or interest in science to recognize the different facts about their natural world. It's a mission towards enlightenment.
How are evolution and punk rock related?It's a similar feeling from being in a community of punk rockers as a teenager and the feeling I still get today when I'm in a community of skeptical scientists. The idea with both is that you challenge authority, you challenge the dogma. You challenge the doctrine in order to make progress.
The thrill of science is the process. It's a social process. It's a process of collective discovery. It's debate, it's experimentation and it's verification of claims that might be false. It's the greatest foundation for a society.
You describe evolution as a "waterfall." What do you mean by that?I live in upstate New York and we have a lot of waterfalls. I do a lot of amateur photography. You can go back to the same point and take the same picture of a waterfall but it's a different day and the damn thing never looks the same. That's because it's a continually moving process. It's not only climate and how much rain fell the night before, it's also vegetation, and there's geographical factors like how much mud or gravel or stones are in the streambed. There are so many causative factors involved that it makes it difficult to capture the same image twice.
It's a constantly changing system. All life is the same. We have the same problem when we try to encapsulate life. We have [gotten] so much good resolution from the fossil record in the past 50 years. We can take snapshots now. We can look at life in frames of time going back at least to the Precambrian. A lot of [ancient] biological communities do the same thing in terms of nutrient cycling, biodiversity and biomass as modern communities. And yet the picture looks vastly different.
Einstein said, "To punish me for my contempt for authority, fate made me an authority myself." Isn't science just another form of authority?That encapsulates the struggle so nicely: How do you subscribe to an authority without becoming authoritarian? There is nothing wrong with being the right kind of authority. Someone who is willing to throw it all away at the drop of a hat—even if it means discarding his or her life's work—because a new discovery was made. That is the best kind of authority. The worst kind of authority is an ill-informed autocrat like Josef Stalin.
There are numerous scientists who fit that bill but hardly any political leaders.
Obviously, you are pro-evolution and pro-nature, but are you anti-technology? Your most famous song is "21st Century Digital Boy," which pokes fun at our gadget-laden era.Oh no, we love technology and gadgets. We use irony in 60 percent of our music. "21st Century Digital Boy" is an ironic twist characterizing the youth of today. The truth is that even though the song was written in 1990, it was clear that the youth were going to be affected for good and bad by digital technology. It's probably because we loved video games so much.
What do you make of synthetic biology? Will we have 22nd-century bio-boys?The greatest gifts of the genetic revolution are the applications for industry. The types of things we can do with manipulating genes, inserting them into cells. That's just the beginning, I think. Theoretically, the guys who are really good at programming video games, who are already writing code all day, could be creating organisms in the future. It could be a whole family of code writers. "Dad worked for EA Games, but I work for Genentech." This is something that is conceivable, it's an exciting time.
Anything that's fraught with as much danger as potential for good makes for an exciting time. That stuff is dangerous as well.
There's so much on the horizon with therapeutic treatments. The genetic revolution has been pretty much a bust but it's still early in the game. There are not a lot of gene therapies out there. We're just starting to get a grip on the genome itself and how much of it is viral, for instance. We have to temper our expectations but at the same time dream big.